Esclarecimento aos nossos leitores

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Tentando melhorar, o blog A Grande Pescaria.com.br fez algumas mudanças. Durante estas mudanças surgiram alguns erros inesperados. Devido a isso, nos vimos obrigados deixar de dar continuidade as postagens diárias que, costumeiramente, fazíamos. Pedimos desculpas aos nossos leitores pelo transtorno. Aproveitamos a oportunidade e informar que estamos trabalhando, para que em breve possamos voltar as nossas atividades normalmente.

Grato pela compreensão.

Que Deus abençoe a todos.

Edesio Silva

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ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL: Lição 9 – O Ministério de Pastor

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL


O maior seminário teológico do mundo







2º Trimestre 2014


Dons de Espirituais e Ministeriais


Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário


Lição 9
1º de junho de 2014
O MINISTÉRIO DE PASTOR



TEXTO ÁUREO


Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. (1 Jo.10.11).


VERDADE PRÁTICA

Por meio do ministério pastoral, conduzimos as ovelhas ao Supremo Pastor, Jesus Cristo.


LEITURA DIÁRIA

Segunda - Há um só Pastor

Ec 12
11 As palavras dos sábios são como aguilhões e como pregos bem fixados pelos mestres das congregações, que nos foram dadas pelo único Pastor.

Terça -  O pastor apascenta as ovelhas

Is 40
11 Como pastor, apascentará o seu rebanho; entre os braços, recolherá os cordeirinhos e os levará no seu regaço; as que amamentam, ele as guiará mansamente.

Quarta –  O pastor em busca das ovelhas

Ez 34 
12 Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que está no meio das suas ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas; e as farei voltar de todos os lugares por onde andam espalhadas no dia de nuvens e de escuridão. 

Quinta - O pastor protege as ovelhas

Am 3
12 Assim diz o Senhor: Como o pastor livra da boca do leão as duas pernas ou um pedacinho da orelha, assim serão livrados os filhos de Israel que habitam em Samaria, no canto da liteira e na barra do leito.

Sexta - O pastor negligente com o rebanho

Zc 11
17 Ai do pastor inútil, que abandona o rebanho; a espada cairá sobre o seu braço e sobre o seu olho direito; o seu braço completamente se secará, e o seu olho direito completamente se escurecerá

Sábado - Cristo o Pastor das ovelhas

Hb 13
20 Ora, o Deus de paz, que pelo sangue do concerto eterno tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, grande Pastor das ovelhas,


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 10

11 Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.
14 Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.


Tito 1

7 Porque convém que o bispo seja irrepreensível como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância;
8 mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante,
9 retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes.
10 Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão,
11 aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras, ensinando o que não convém, por torpe ganância.


1 Pedro 5
2 apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;
3 nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.
4 E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória.


Subsidio EBD



O MINISTÉRIO DE PASTOR
Texto Áureo Jo. 10.11 – Leitura Bíblica Jo. 10.11,14; Tt. 1.7-11; I Pe. 5.2-4

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Em continuidade ao estudo dos dons ministeriais de Ef. 4.11, nos dedicaremos na aula de hoje ao dom ministerial de pastor. Inicialmente mostraremos a necessidade dos pastores na igreja, dando ênfase a Cristo, o maior exemplo de pastoreio. Em seguida, enfocaremos mais especificamente o dom ministerial, mostrando sua relevância para a edificação da igreja do Senhor. E ao final, destacaremos algumas características do pastor, ressaltando sua atuação para a preservação do rebanho de Deus.

1. A NECESSIDADE DOS PASTORES
Jesus é o maior exemplo de pastor, na verdade Ele é o Pastor dos pastores. Em Jo. 10 Jesus disse ser “o Bom Pastor” que dá a vida pelas ovelhas, contrastando com os mercenários, que buscavam apenas alimentar-se das ovelhas, não alimentá-las. Como Bom Pastor Ele conhece as suas ovelhas (Jo.14), cada uma nominalmente, pois são ovelhas do Seu pastoreio (Sl. 100.3). Como Pastor Jesus conduz as suas ovelhas, levando-as adiante (Jo. 10.3,4). Semelhante ao pastor do Sl. 23, Ele as “guia pelas veredas da justiça por amor do seu nome”. Pedro destacou que Jesus é o Pastor e Bispo das nossas almas, que nutre as nossas vidas com o alimento espiritual, instruindo no caminho que deve ser seguido (Sl. 32.8). Para o autor da Epístola aos Hebreus Jesus é o “Grande Pastor”, que não está sujeitos às limitações, por isso pode cuidar do Seu rebanho, tendo por ele interesse. Pedro denominou ainda Jesus de “Supremo Pastor”, que nos dará, se não desfalecermos, “a imarcescível coroa de glória” (I Pe. 5.4). Somos ovelhas carentes de um cuidado, por isso Cristo é Aquele que pode nos apascentar, considerando Suas credenciais. Ele desempenha essa função por meio dos pastores (gr. poimên), que Ele mesmo deu para a igreja (Ef. 4.11) Na medida em que a igreja foi se organizando, fez-se necessário que os pastores fossem estabelecidos, para supervisionar as igrejas (I Ts. 2.14). Esses pastores eram denominados nas igrejas judaicas de presbíteros, e bispos nas igrejas gregas (At. 11.30; 14.23; 20.17,28). Esses pastores tinham a responsabilidade de “apascentar o rebanho” (I Pe. 5.2). Nessa mesma passagem Pedro deixa claro que a motivação para o pastoreio não deveria ser o lucro, mas “a boa vontade”. Evidentemente digno é o pastor do seu salário (I Tm. 5.18), e aqueles que governam bem, e labutam na pregação e no ensino, são dignos de duplicada recompensa (I Tm. 5.17). 

2. O DOM MINISTERIAL DE PASTOR
O dom ministerial de pastor é necessário por diversos motivos, dentre eles, a importância de manter a decência e ordem no culto, atentando para os elementos litúrgicos da celebração (I Co. 14.40). Além disso existem falsas doutrinas que se proliferam, ameaçando a integridade do evangelho. O pastor tem responsabilidade apologética, de proteger o rebanho dos falsos mestres, os lobos que querem devorar as ovelhas (Tt. 1.11; II Pe. 2.1). Mas é no cuidado individual das ovelhas que o pastor exerce com maior propriedade o seu ministério, principalmente quando alguma delas se encontra enferma (Tg. 5.14). É nesse particular que o ministério de pastor se diferencia dos demais de Ef. 4.11. Cabe ao pastor a tarefa de dar acompanhamento pessoal às suas ovelhas. Em Jo. 21.15-17 Jesus orienta Pedro em relação à adequação do ministério pastoral. Ele deveria apascentar primeiramente instruir as ovelhas no caminho, não deixando de prover alimento apropriado para o crescimento saudável. É triste testemunhar que nos dias atuais muitos procuram o título de pastor, sem qualquer interesse nesse importante ministério. A elitização do pastorado tem causado muitos males à igreja, principalmente depois que se criou a figura dos “pastores-presidentes”. Ninguém quer mais ser um simples pastor, como foi Jesus, que se sacrificou pelo rebanho. Na verdade, a busca desenfreada por posição eclesiástica tem causado muitos danos à igreja institucionalizada. Individualmente muitos estão feridos em nome de Deus, e carregam marcas profundas advindas daqueles que deveriam curar, ao invés de causarem adoecimento. Nada há de errado em manter a relação do título de pastor com o ministério de pastor, contanto que esses de fato apascentem. Devemos considerar também que existem muitos que não têm o título, mas que são verdadeiros pastores, há muitos auxiliares, diáconos e presbíteros que são pastores, no sentido ministerial bíblico. Esses receberão do Senhor a recompensa, ainda que não tenham o devido reconhecimento eclesiástico.

3. CARACTERÍSTICAS DO PASTOR
É imprescindível que o pastor tenha conhecimento da Palavra, pois como irá doutrinar se não tiver fundamentação bíblica? Não podemos esquecer que toda Escritura é divinamente inspirada, e é a partir desta que o obreiro está preparado para toda boa obra (II Tm. 3.16,17). Se quisermos ser obreiros aprovados por Deus, inclusive no ministério pastoral, devemos manejar bem a palavra da verdade ( II Tm. 2.15). Atualmente há muitas exigências para o ofício de pastor, mas que não têm respaldo bíblico, não se fundamentam nas recomendações paulinas (Tt. 1.7-11). Há igrejas que substituíram o modelo pastoral bíblico pela administração empresarial. Alguns pastores são reconhecidos não pela capacidade de apascentar, mas pela produtividade organizacional, pelos lucros que trazem às igrejas. Esse modelo está em declínio, principalmente depois do sucesso editorial O monge e o executivo. Para espanto dos evangélicos, esse estilo de liderança-servidora tem fundamentação bíblica, sendo Jesus o Seu grande modelo (Jo. 13.1-17). Seguindo o exemplo de Jesus, o que mais se espera de um pastor é que esse seja amoroso, que apascente o rebanho com cuidado (I Pe. 5.1-3). Ele deve exercitar a longanimidade, não pode ser tempestivo, levado pelas emoções, o amor sacrificial precisa sustentar seu ministério (At. 20..31; II Tm. 4.2). O ministério de pastor é exercido também através dos cuidados com as necessidades dos irmãos mais pobres (Gl. 2.9,10). O dom de pastor não se concretiza apenas no cuidado com o espírito, é necessário também atentar para as carências materiais (Gl. 6.10). O ministério de pastor é percebido principalmente no cuidado com os enfermos. A sociedade contemporânea tende a descartar as pessoas, a medi-las pela capacidade de produção. Mas o pastor sabe que cada vida tem valor para Deus, por isso visita os enfermos, auxiliando-os em oração (Tg. 5.14,15). Ao proceder desse modo o pastor obterá do Senhor uma posição, não aquela acirradamente disputada nos arraiais evangélicos, mas a de “despenseiro dos mistérios de Deus” (I Pe. 4.1,2).

CONCLUSÃO
Jesus continua sendo o Maior exemplo de Pastor para as igrejas, todos aqueles que são chamados por Deus para esse ministério dão continuidade ao pastoreio do Senhor. A esse respeito é válido lembrar a pergunta de Jesus a Pedro após ressuscitar: “Pedro, tu me amas?” Em seguida o comissionou: “apascenta as minhas ovelhas” (Jo. 21.15-17). Que o Senhor continue dando pastores à sua igreja, e que sejam aprovados nesse importante critério: que amem ao Senhor, e também ao rebanho que Ele lhes confiou, tendo-o adquirido com Seu próprio sangue (Mt. 22.36-38; At. 20.28-30).

BIBLIOGRAFIA
GEE. D. Os dons do ministério de Cristo. Rio de Janeiro: Livros Evangélicos, 1961.
SOUZA. E. A. de. Títulos e dons do ministério cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 1992. 


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ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL: Lição 8 – O Ministério de Evangelista

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL


O maior seminário teológico do mundo







2º Trimestre 2014


Dons de Espirituais e Ministeriais


Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário


Lição 8
25 de maio de 2014
O MINISTÉRIO DE EVANGELISTA



TEXTO ÁUREO

Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.
 (2 Tm 4.5).


VERDADE PRÁTICA

O evangelista proclama o pleno Evangelho de Cristo com ousadia; é um arauto de Deus no Mundo.


LEITURA DIÁRIA

Segunda - Jesus – o maior evangelista

Lc 4
18 O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração.

Terça -  A obra de um evangelista

2 Tm 4
5 Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.

Quarta –  Filipe, o evangelista

At 21 
8 No dia seguinte, partindo dali Paulo e nós que com ele estávamos, chegamos a Cesaréia; e, entrando em casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele.

Quinta -  Enviado para evangelizar

1 Co 1
17 Porque Cristo enviou-me não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã.

Sexta - O prêmio do evangelista

1 Co 9
8 Digo eu isso segundo os homens? Ou não diz a lei também o mesmo?

Sábado - O Evangelista apregoa a libertação do mal

Lc 4
18 O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, 19a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 8

26 E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te e vai para a banda do Sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserto.
27 E levantou-se e foi. E eis que um homem etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros e tinha ido a Jerusalém para adoração,
28 regressava e, assentado no seu carro, lia o profeta Isaías.
29 E disse o Espírito a Filipe: Chega-te e ajunta-te a esse carro.
30 E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías e disse: Entendes tu o que lês?
31 E ele disse: Como poderei entender, se alguém me não ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse.
32 E o lugar da Escritura que lia era este: Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim não abriu a sua boca.
33 Na sua humilhação, foi tirado o seu julgamento; e quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra.
34 E, respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? De si mesmo ou de algum outro?
35 Então, Filipe, abrindo a boca e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus


Efésios 4

11 E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,




Subsidio EBD


O MINISTÉRIO DE EVANGELISTA
Texto Áureo II Tm. 4.5 – Leitura Bíblica At. 8.26-35; Ef. 4.11

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Em continuidade ao estudo dos dons ministeriais, estudaremos na aula de hoje o dom de evangelista. Inicialmente mostraremos o que o Novo Testamento revela a respeito desse importante ministério. Em seguida, ressaltaremos as características do ministério de evangelista. Ao final, abordaremos a atuação do ministério de evangelista nos dias atuais, destacando sua relevância para a igreja.

1. O DOM DE EVANGELISTA
A palavra evangelista (gr. euaggelistas) ocorre apenas três vezes no Novo Testamento em At. 21.8, em referência a Filipe, o diácono-evangelista; em Ef. 4.11, ao dom ministerial de evangelista; e II Tm. 4.5, orientando Timóteo a fazer o trabalho de evangelista. O significado literal de “anunciador de boas novas”, e nesse sentido, Jesus é o maior dos evangelistas, pois Ele deu testemunho de que havia sido enviado para pregar as boas novas aos quebrantados (Lc. 4.18,19; Is. 61.1-3). Ao que tudo indica essa era uma função ministerial na igreja primitiva, semelhante à de apóstolos, profetas, pastores e mestres. O evangelista, grosso modo, é alguém que tem amor pelas almas perdidas, um desejo de conduzir os perdidos a Cristo. Filipe é o único homem no Novo Testamento a ser denominado de evangelista. Ele era um dos sete diáconos que foram dispersos em virtude da perseguição que resultou na morte de Estevão (At. 6.5; 8.1-5). Filipe se destaca como um verdadeiro evangelista porque mesmo diante da perseguição não foge da responsabilidade de levar o evangelho adiante. Ele desfruta de íntima relação com Deus, ouvindo a Sua voz, com disposição para obedecê-LO. Como evangelista Filipe deixou o exemplo para aqueles que querem ganhar almas para Cristo. Isso somente poderá ser feito se não medirmos esforços para alcançar essa meta. É necessário também seguir as orientações do Espírito Santo. Identificamos o dom de evangelista na igreja sempre que vemos obreiros dedicados à tarefa de ganhar almas. Há pessoas que se gastam a fim de tirar os perdidos do caminho da perdição. Como Filipe, seu mote é a doutrina da salvação, a cruz de Cristo é seu tema central. Fundamentados na Bíblia, como fez Felipe diante do Eunuco, pregam a Cristo, e esse crucificado (At. 8.32-35), loucura e escândalo para alguns, mas o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, como bem expressou Paulo (Rm. 1.16). Felipe foi separado como diácono pela igreja, mas se revelou evangelista em atuação. Isso demonstra a possibilidade das pessoas serem escolhidas para assumirem uma posição eclesiástica, e se destacarem em outra, de acordo com o chamado de Deus.

2. CARACTERÍSTICAS DO EVANGELISTA
O verdadeiro evangelista tem amor pelas almas perdidas, Paulo assumiu que pesava sobre ele a obrigação de pregar o evangelho (I Co. 9.16). Geralmente a atuação do dom ministerial de evangelista é acompanhada por milagres. Filipe pregou o evangelho, mas certamente os milagres que Deus realizou através dele foram relevantes para a conversão de muitas vidas a Cristo (At. 8.6). É importante ressaltar, no entanto, que o ministério de Filipe não se reduziu a operação de milagres. Existem muitos pregadores atuais, principalmente os televisivos, que não pregam a mensagem. Eles apenas utilizam os milagres como um show, uma espécie de atrativo pessoal, como se fosse um fim em si mesmo. Alguns desses supostos evangelistas estão interessados apenas no dinheiro das pessoas. Elas não querem arrebatar almas da perdição, querem auferir lucros, e enriquecerem ilicitamente. Filipe não apenas fez milagres, o texto bíblico de At. 8.12 diz que as pessoas creram na sua mensagem. Isso quer dizer que elas ouviram a pregação, e foram convencidas e convertidas da necessidade do arrependimento (At. 3.19). Os evangelistas pregam o novo nascimento, a importância de deixar o pecado e se voltar para Deus, em novidade de vida (II Co. 5.17). Um verdadeiro evangelista não se aparta da Bíblia, na verdade ele prega a Palavra de Deus (II Tm. 4.2). Paulo quando esteve entre os coríntios não levou palavras persuasivas de sabedoria humana. Como evangelista, pregou a mensagem da cruz, pelo poder do Espírito Santo (At. 8.13; I Co. 1.4). O evangelista valoriza as vidas individualmente, por isso Deus conduziu Filipe para pregar ao eunuco de Candace. As maiores mensagens de Jesus foram pregadas para uma pessoa. Em João 3 O encontramos pregando para Nicodemos, expondo a doutrina do novo nascimento. Em João 4 nos deparamos com o mesmo Senhor ministrando para uma mulher samaritana, destacando o valor da água da vida. Aqueles que apenas querem pregar para as multidões não são evangelistas, alguns deles querem apenas visibilidade pessoal. O verdadeiro evangelista valoriza cada alma, sabendo o valor que elas têm, individualmente (Lc. 15.3-7).

3. O MINISTÉRIO DE EVANGELISTA
O evangelista, como todos os dons ministeriais, são interdependentes, isto é, se complementam. Ninguém pode ser obreiro de Deus sozinho, dispensando a contribuição de outros para o seu ministério. Felipe foi usado por Deus como evangelista, pregando a mensagem da cruz, com autoridade espiritual. Mas dependeu do trabalho dos apóstolos, por isso Pedro e João foram enviados para Samaria, a fim de confirmaram o trabalho ali iniciado. Ao que tudo indica Filipe teria batizado Simão (At. 8.13), aquele que posteriormente quis comprar o dom de Deus (At. 8.18-23), sendo repreendido por Pedro. O evangelista, na ânsia de ganhar almas, pode se adiantar, e aceitar a todos, indistintamente, o que é compreensível. Às vezes o evangelista diz “vinde como estás”, mas o pastor-mestre complementa: “como estás não podes permanecer”. A doutrina apostólica é fundamental para orientar aqueles que se decidem por Cristo, por isso o discipulado é tão importante nas igrejas. Outra característica do evangelista é itinerância, é o que atestamos no ministério de Filipe. Após cumprir sua missão em Samaria, é conduzido imediatamente para outro lugar (At. 8.26). Talvez Timóteo achasse cômodo permanecer em Éfeso, como pastor residente, mas Paulo o admoesta para que cumpra o ministério de evangelista (II Tm. 4.5). Para tanto deveria exercitar-se a si mesmo, não tem como ser evangelista apenas na teoria, sem pôr em prática, e fazer o que é preciso (II Tm. 4.7). A negligência é o principal empecilho para que o evangelista se distancie da sua responsabilidade (I Tm. 4.14). O comodismo pode afastá-lo do seu trabalho, a busca por posição eclesiástica também. Por isso a igreja deve apoiar aqueles que exercem esse ministério, reconhecendo seu valor para a expansão do Reino. O evangelista, por outro lado, devem avivar o dom de Deus em suas vidas, buscando experiências com o Senhor, fundamentadas na palavra (II Tm. 1.6).

CONCLUSÃO
Vivemos dias tenebrosos, as perseguições estão sobrevindo sobre a igreja, mas o evangelho não pode ser calado. Para tanto precisamos do ministério de evangelista, pessoas-dons que são escolhidas por Deus para levar adiante as boas novas de Jesus. Essas pessoas-dons são corajosas, tendo em vista que Deus não lhes deu espírito de covardia, mas de poder, amor e moderação (II Tm. 1.7), para ganharem muitas almas para Cristo. Cumpramos, pois, no poder do Espírito Santo, o ministério de evangelista, para o qual fomos chamados.

BIBLIOGRAFIA
GEE. D. Os dons do ministério de Cristo. Rio de Janeiro: Livros Evangélicos, 1961.
SOUZA. E. A. de. Títulos e dons do ministério cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 1992.


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ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL: Lição 7 – O Ministério de Profeta

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL


O maior seminário teológico do mundo







2º Trimestre 2014


Dons de Espirituais e Ministeriais


Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário


Lição 7
18 de maio de 2014
O MINISTÉRIO DE PROFETA


TEXTO ÁUREO

“E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. (1 Co 12.28).


VERDADE PRÁTICA

O ministério de profeta é fundamental para a Igreja de Cristo nos dias atuais.


LEITURA DIÁRIA

Segunda - Jesus – o profeta prometido

At 3
22 Porque Moisés disse: O Senhor, vosso Deus, levantará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser. 

Terça -  Profetas na igreja primitiva

At 11
27 Naqueles dias, desceram profetas de Jerusalém para Antioquia. 

Quarta –  Profetas enviado por Deus

Lc 11 
49 Por isso, diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns e perseguirão outros;

Quinta -  O ministério do profeta

1 Co 14
3 graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

Sexta -  Não despreze as profecias

1 Ts 5
20 Não desprezeis as profecias.

Sábado - O Espírito fala às igrejas

Ap 3
22 Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Corintios 12

27 Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular.
28 E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.
29 Porventura, são todos apóstolos? São todos profetas? São todos doutores? São todos operadores de milagres?


Efésios 4
11 E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,
12 querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo,
13 até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, 




Subsidio EBD


O MINISTÉRIO DE PROFETA
Texto Áureo I Co. 12.28 – Leitura Bíblica II Co. 12.27-29; Ef. 4.11-13

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Na última lição estudamos o ministério de apóstolo, destacando que esses se tratam de missionários, enviados para pregar o evangelho de Jesus Cristo. Na aula de hoje atentaremos para o ministério de profeta (gr. profetas). Inicialmente mostraremos algumas diferenças entre o dom de profecia e o ministério profético no Novo Testamento. Em seguida, atentaremos para a pregação e predição como elementos desse ministério. Ao final, destacaremos algumas características bíblicas que mostram o aspecto fundador do ministério profético na igreja, e sua atuação na igreja de hoje.

1. DOM E MINISTÉRIO PROFÉTICO NA IGREJA
Existe muita confusão na igreja em relação ao ministério profético nos dias atuais. Isso pode ser justificado porque de fato não estão bem explicitadas no Novo Testamento as atribuições desse ministério. Mas antes de qualquer mal-entendido, gostaríamos de deixar bem claro que o ministério de profeta no Novo Testamento não é igual aquele do Antigo Testamento. O ministério de profeta não deve ser equiparado, sob qualquer hipótese, àquele dos profetas do Antigo Testamento. Isso porque os profetas do Antigo Pacto falavam com autoridade infalível, por isso utilizavam a expressão: “assim diz o Senhor” (Jr. 17.5). Os profetas literários (aqueles que escreveram livros) e os orais (os que expressaram suas mensagens verbalmente e estão registradas no texto bíblico) compõem o cânon bíblico. Eles têm um status diferenciado, pois sua enunciação foi inspirada pelo Espírito Santo (II Pe. 1.20,21). A mensagem como dom de profecia não é inerrante, como acontecia com os profetas bíblicos, tendo em vista que a profecia-dom deve ser julgada (I Co. 14.29). O dom de profecia, conforme já estudamos em lição anterior, deve ser buscado pela igreja (I Co. 12.3). Diferentemente do ministério de profeta que é um dom de Cristo para a edificação da igreja. Qualquer cristão pode buscar o dom de profecia, justamente porque esse é um dom de elocução que visa edificar, exortar e consolar a igreja (I Co. 14.3,4). É importante ressaltar que os ministérios de Ef. 4.11 são ofícios, tem propósito funcional na igreja, não devem ser confundidos com títulos. Por conseguinte, as pessoas que são usadas por Deus, geralmente de forma mais contínua, podem até serem denominadas profetas, mas apenas no que tange à funcionalidade, não à titulação. Elas podem ser reconhecidas como profetas, isso porque trazem uma mensagem do Senhor, fundamentada na Palavra inspirada. Alguns estudiosos defendem que esses se distinguem dos mestres (doutores) pelo seu enfoque mais emocional do que racional. No entanto, discordamos desse ponto de vista, considerando que todo aquele que exerce o ministério de profeta também deve se respaldar na revelação de Deus nas Escrituras.

2. O MINISTÉRIO DE PROFETA COMO PREGAÇÃO E PREDIÇÃO
O ministério de profeta costuma ser realizado por aqueles que atuam na ministração da Palavra de Deus. Essas pessoas ocupam posição de liderança na igreja, por isso tem liberdade de corrigir seus rumos, a partir da revelação de Deus, alicerçada na Bíblia. Tais líderes recebem iluminação durante a meditação da Palavra, ou mesmo durante a ministração, para evitar que a igreja não perca seu foco. Essas pessoas-dons também se dirigem ao mundo, elas demarcam as fronteiras entre o que é e não é do Senhor. Judas e Silas, em At. 15.32, são reconhecidos como líderes que exercitavam o ministério de profetas para a igreja. Uma marca desse ofício, de acordo com o texto, está na capacidade para o uso da palavra, principalmente para o fortalecimento dos irmãos. O fundamento para o ministério de profeta, conforme está registrado em Rm. 12.6, é a fé na revelação de Deus. Ao mesmo tempo em que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir através da Palavra de Cristo (Rm. 10.17). O ministério de profeta, no Novo Testamento, também pode ter um caráter preditivo. Mesmo assim isso não quer dizer que seja inerrante, que o profeta esteja isento de cometer equívocos. Em At. 11.27-30; 21.11 temos o exemplo de Ágabo, um homem que recebeu de Cristo o ministério de profeta. Sempre que alguém declara uma mensagem em relação ao futuro isso não quer dizer que haverá cumprimento. O critério de Dt. 18.22 deve ser levado em consideração, o mais viável é guardar a revelação no coração, e esperar seu cabal cumprimento. Existe muita confusão em algumas igrejas locais por causa do uso indevido de pessoas com o título de profeta. Há aqueles e aquelas que saem de casa em casa, e outros e outras que são procurados em suas residências, para entregarem revelações de Deus. Esse procedimento não tem respaldo bíblico, por causa de atitudes semelhantes existem muitas pessoas adoecidas nas igrejas. Devemos ter cuidado para avaliar tudo que ouvimos, julgar se de fato as profecias procedem de Deus (I Jo.4.1), e ponderar sempre à luz da Palavra de Deus (I Ts.5.19-21).

3. O ASPECTO FUNDADOR DO MINISTÉRIO DE PROFETA
O ministério de profeta tinha um aspecto fundador na igreja primitiva, isso porque aqueles que falavam, com base na revelação que haviam recebido, também declaravam com autoridade os desígnios de Deus. A igreja sempre esteve fundamentada na doutrina apostólica, que, por sua vez, se baseava na mensagem dos profetas do Antigo Testamento (At. 13.15,27; 15.15). Em Ef. 2.20 Paulo destaca a importância da mensagem dos profetas, e sua relação com a pregação apostólica, sobre Jesus Cristo, como a pedra fundamental da igreja (Is. 28.16). No entanto, em Ef. 3.5 o apóstolo se refere à outra categoria de profeta, esse com um ofício mais específico na igreja. Esses profetas, tanto no período da igreja primitiva, como nos dias atuais, são arautos de Deus. Eles partem daquilo que receberam de Deus, e que está revelado nas Escrituras, a fim de orientar os ditames da igreja. Esse ministério é importantíssimo na igreja atual, tendo em vista os perigos que enfrentamos, principalmente no contexto evangélico brasileiro. Felizmente Jesus tem dado pessoas que são profetas de Deus para esta nação, homens e mulheres corajosos que declaram, como fez Paulo entre os efésios, todos os desígnios de Deus (At. 20.27). Esses profetas não se vendem por status ou dinheiro, não estão interessados em posição, o objetivo principal deles é repassar o que receberam do Senhor. Esses homens-dons também se posicionam com ousadia, em alguns casos através da mídia, para denunciar o erro, tanto na igreja quanto no mundo. Eles denunciam os excessos que geralmente testemunhamos na igreja. Eles não se conformam ao ver a igreja ser confundida com empresa, o ministério com profissão, e os cristãos com clientes. Os profetas de Deus a essa nação falam com propriedade quando se trata da cultura da morte, defendendo a cultura da vida, se opondo a práticas como o aborto e a eutanásia. Esses profetas, quando fundamentados na Palavra, fazem as estruturas institucionais estremeceram, pois têm a autoridade de Deus, denunciando inclusive a corrupção.

CONCLUSÃO
Nesses dias, marcados pelo secularismo, em que as igrejas estão se dobrando diante de mamom, precisamos de pessoas que exerçam o ministério de profeta. Que Deus levante homens e mulheres com coragem e ousadia, que não se dobrem diante das instituições humanas, que se respaldam na Palavra de Deus. Estejamos atentos à voz dos profetas dados por Jesus Cristo à igreja. Eles incomodam na maioria das vezes, pois nem sempre dizem o que gostaríamos de ouvir, mas são fundamentais para que não sejamos conduzidos ao engano. Os apóstolos são pioneiros a serem enviados a determinadas regiões para levarem a mensagem de Cristo. Os profetas são homens de Deus que, juntamente com os mestres-doutores, consolidam a fé na Palavra de Deus, apontando para o caminho correto.

BIBLIOGRAFIA
GEE. D. Os dons do ministério de Cristo. Rio de Janeiro: Livros Evangélicos, 1961.

SOUZA. E. A. de. Títulos e dons do ministério cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 1992.

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ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL: Lição 6 – O Ministério de Apóstolo

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL


O maior seminário teológico do mundo







2º Trimestre 2014


Dons de Espirituais e Ministeriais


Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário


Lição 6
11 de maio de 2014
O MINISTÉRIO DE APÓSTOLO


TEXTO ÁUREO

E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, (Ef 4.11).


VERDADE PRÁTICA

O dom de apostolado foi concedido poe Deus à igreja com o propósito de expandir o Evangelho de Cristo.


LEITURA DIÁRIA

Segunda - Jesus, o apóstolo por excelência

Hb 3
1 Pelo que, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão

Terça -  Sinais do apostolado

2 Co 12
12 Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós, com toda a paciência, por sinais, prodígios e maravilhas. 

Quarta –  A doutrina dos apóstolos

At 2
42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.  

Quinta -  Paulo, apóstolo de Jesus Cristo

1 Tm 1
1 Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, segundo o mandado de Deus, nosso Salvador, e do Senhor Jesus Cristo, esperança nossa.

Sexta -  Apóstolo, uma missão sacrificial

1 Co 4
 9 Porque tenho para mim que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens.

Sábado - Os doze apóstolos de Cristo

Lc 6
12 E, quando estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca.
13 Recolheram-nos, pois, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido.
14 Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é, verdadeiramente, o profeta que devia vir ao mundo.
15 Sabendo, pois, Jesus que haviam de vir arrebatá-lo, para o fazerem rei, tornou a retirar-se, ele só, para o monte.
16 E, quando veio a tarde, os seus discípulos desceram para o mar. 


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Efésios 4
7 Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.
8 Pelo que diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens.
9 Ora, isto – ele subiu – que é, senão que também, antes, tinha descido às partes mais baixas da terra
10 Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas.
11 E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,
12 querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo,
13 até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,
14 para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente.
15 Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,
16 do qual todo o corpo, bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.



Subsidio EBD


O MINISTÉRIO DE APÓSTOLO
Texto Áureo Ef. 4.11 – Leitura Bíblica Ef. 4.7-16

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Após o estudo dos dons espirituais, nos voltaremos ao longo das próximas aulas para os dons ministeriais, isto é, para a obra do ministério (gr. eis ergon diakonia). Inicialmente destacaremos os propósitos desses dons, comparando-os com os dons espirituais. Em seguida apresentaremos as especificidades do ministério apostólico no Novo Testamento. E ao final, faremos uma apreciação a respeito do ministério do apostolado nos dias atuais.

1. OS PROPÓSITOS DOS DONS MINISTERIAIS
Os ministérios de Deus sempre têm propósitos, conforme estudamos anteriormente em relação aos dons espirituais (I Co. 12.7). Os dons ministeriais são provenientes de Cristo, e destinados à igreja, para o aperfeiçoamento dos santos. Isso quer dizer que esses dons devem edificar os outros, ou seja, para serem compartilhados, para contribuir com a santificação dos irmãos e irmãs. Paulo acrescenta que eles são para o trabalho do ministério (gr. diakonia). Portanto, uma das especificidades desses dons, diferentemente dos espirituais, é que eles são para o serviço, para os que lideram na igreja. Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres trabalham com vistas à edificação do Corpo de Cristo. A atuação dos dons ministeriais acontecerá, no seio da igreja, até que venhamos à unidade da fé em Cristo. É uma pena testemunhar tantas divisões nas igrejas, algumas delas infundadas, por motivos meramente egoístas. Isso acontece por causa dos interesses individuais, geralmente pela busca de títulos. A igreja não pode esquecer que foi chamada para a unidade (Jo. 17.21), não apenas nos aspectos doutrinários, mas, sobretudo, para o amor (gr. agape), que é o vínculo da perfeição que promove a paz (Ef. 4.3; Cl. 3.14). O objetivo primordial do ministério deve ser o crescimento em amor da igreja, e o conhecimento do Filho, Jesus Cristo. Para tanto, devemos ensinar, a partir dos evangelhos, quem foi e é o Senhor. Como Paulo devemos ser imitadores de Cristo, somente assim chegaremos à estatura de perfeição, ou melhor, a completude em Cristo. A intenção de Deus é a maturidade da Sua igreja, infelizmente alguns preferem continuar crianças na fé. Uma das características da infância é a falta de critérios para avaliação. As crianças tendem a ser levadas por todo e qualquer vento de doutrina. O ministério tem uma função primordial nesse sentido, a de evitar que os irmãos sejam enganados por falsas doutrinas de homens, e seguirem segundo os rudimentos do mundo (Cl. 2.4-8).

2. OS APÓSTOLOS DO NOVO TESTAMENTO
O ministério de apóstolos (gr. apóstolos) geralmente está relacionado aos doze, mas tem uma atuação bem mais ampla no Novo Testamento. Existem pelo menos vinte e quatro apóstolos mencionados ao longo do Novo Testamento. O termo grego diz respeito a alguém que foi delegado, ou melhor, enviado com autoridade para agir em lugar de outro. O apóstolo, de acordo com essa definição, é alguém que age não em benefício próprio, mas pelo Espírito Santo, em benefício do Corpo de Cristo. Essa é uma diferença fundamental de alguns apóstolos televisivos, que assim se intitulam, para tirarem benefício do rebanho. Ninguém se faz apostolo, esses são chamados por Deus, para serem enviados. Os apóstolos são mensageiros, arautos do evangelho de Jesus Cristo, que cumprem uma missão (II Co. 8.23; Fp. 2.25). Os apóstolos são listados primeiro, entre os dons ministeriais, porque eles são os plantadores de igreja, aqueles que chegam primeiro ao campo. Barnabé, em I Co. 9.5,6, é também chamado de apóstolo, tendo em vista sua atuação missionária, juntamente com Paulo (At. 14.14). Há outros apóstolos no Novo Testamento, dentre os quais destacamos, Andrônico, Júnia (Rm. 16.7), Apolo (I Co. 4.6,9), Tiago, irmão do Senhor (Gl. 1.19; Tg. 1.1), Silas e Timóteo (I Ts. 1.1; 2.6), Tito (II Co. 8.23) e Epafrodito (Fp. 2.25). A lista de apóstolos no Novo Testamento é muito mais ampla, considerando os setenta, também enviados por Cristo (Lc. 10.1-20). Uma das características marcantes desse ministério é a disposição para desbravar territórios que ainda não foram alcançados. Jesus é o maior exemplo de Apóstolo, pois Ele mesmo foi enviado para a salvação do mundo (Jo. 3.16). Paulo também se reconhece apóstolo, não da parte de homens, mas de Deus, que O chamou para as nações (Gl. 1.1). O ministério apostólico, ou mais precisamente missionário, pode ter direções específicas. Paulo foi chamado por Deus para o apostolado entre os gentios, enquanto que Pedro para os judeus (Gl. 2.8). Um missionário pode ter chamado divino para pregar entre as etnias, outro na zona rural, e outro, por sua vez, na urbana. Esse ministério apostólico tem alguma relação com os doze, tendo em vista que aqueles também foram enviados por Jesus (Mt. 10.2-4). Esse colégio tem destaque no Novo Testamento, já que acompanharam Jesus, e foram testemunhas da Sua ressurreição. Quando Judas traiu Jesus e foi se suicidar resultou em uma lacuna. Lucas, em At. 1.26, registra que a substituição de Judas teria sido feita por Matias, ainda que haja controvérsias em relação à aprovação divina dessa substituição. Há quem defenda que o substituto de Judas na escolha de Deus teria sido Paulo, já que Matias teria sido escolhido por sortes (At. 1.21-26). Essa perspectiva teológica tem fundamento, considerando que Paulo viu Cristo ressurreto (At. 9.5; I Co. 15.8,9), sendo este um critério para que alguém fosse contado entre os doze.

3. O APOSTOLADO NOS DIAS ATUAIS
O ministério apostólico permanece nos dias atuais e é exercido por aqueles que são ou foram pioneiros na obra de Deus, alguém que fora enviado para iniciar um trabalho (I Co. 3.10; Ef. 2.20).  Para tanto, há um preço a ser pago, o qual nem todos estão dispostos. Há uma relação direta entre o ministério apostólico e a obra missionária. Na verdade, o apóstolo dos dias atuais é um missionário, alguém que sai da sua terra, se distancia da sua cultura, para ganhar almas para o reino de Deus. Como aconteceu com Paulo, os apóstolos enfrentam muitas dificuldades, e às vezes, são perseguidos (I Co. 4.9; II Co. 5.14-17). Eles são os plantadores das igrejas, não ficam muito tempo no mesmo lugar, pois precisam levar a mensagem adiante, em alguns casos gemendo e chorando (Sl. 126.6). Para consolidar o trabalho, deixam presbíteros (bispos) e diáconos, a fim de firmarem os irmãos e irmãs na fé (At 14.21-23; Fp. 1.1). Aqueles que são deixados em determinado lugar receberam o dom de governo, para organizar a igreja local (I Co. 12.28). Somente nesse sentido podemos dizer que existem apóstolos nos dias atuais, pois doze apóstolos do Cordeiro já estão estabelecidos (Ap. 21.14). É importante ressaltar que esses apóstolos não pertencem a uma sucessão, a relação com eles está fundamentada na Palavra, que é apostólica. É mais apropriado afirmar que os apóstolos são os missionários, aqueles que são enviados para ganhar almas, dentro e fora de determinado país. Esses servos e servas de Deus receberam uma chamada específica, não têm a vida por preciosa (At.20.24), antes se gastam para a glória de Deus, e por amor às almas perdidas (II Co. 12.15). Como acontecia nos primórdios da igreja, devemos continuar enviando missionários, seguindo a direção do Espírito Santo (At. 13.1-5). Existem pessoas em várias etnias que precisam de Cristo, mas como crerão se o evangelho não for pregado? A responsabilidade da igreja é a de fazer missões, enviar obreiros e obreiras com o coração direcionado às almas perdidas (Rm. 10.14,15).

CONCLUSÃO
O ministério apostólico continua nos dias atuais, mas não como sucessão eclesiástica, como querem defender aqueles que querem status. O apostolado não tem relação com títulos eclesiásticos, que em alguns casos servem apenas para a promoção pessoal. Alguns acham pouco serem “pastores” ou “bispos” por isso querem ser “apóstolos”, se pudessem seriam “deuses”. Se por um lado precisamos ser cautelosos quanto a esses falsos apóstolos, precisamos, por outro, legitimar o verdadeiro ministério apostólico. A igreja deve reconhecer, enviar, orar e contribuir com aqueles que são mensageiros de Deus em terra estranha, que se sacrificam pelo Reino de Deus, que arrebatam as almas perdidas da condenação eterna.

BIBLIOGRAFIA
GEE. D. Os dons do ministério de Cristo. Rio de Janeiro: Livros Evangélicos, 1961.
SUMRALL, L. The gifts and ministries of the Holy Spirit. New Kesington: Whiteker House, 1982.

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Comemorando o aniversário do “Conjunto Infantil Jardim de Deus”, a AD Macau realiza mais um Culto Infantil

A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Macau realizou no último Sábado (03), mais um culto, comemorando o aniversário do Conjunto Infantil Jardim de Deus.
Um culto diferente, feito para as crianças cumpriu, com graça e beleza, a missão de ensinar a Palavra de Deus aos pequeninos de forma simples, animada e numa linguagem apropriada para a criançada.
Além do conjunto aniversariante, os conjuntos visitantes se reversaram nos louvores e um grupo de coreografia também se apresentou com graça, beleza e desenvoltura. 
Ficou a cargo de um grupo de teatro da igreja, pregar a Palavra através de uma peça teatral, cumprindo assim o ide do Mestre, levando a criançada a boa, agradável e salutar Palavra de Deus.
A equipe dos irmãos Douglas e Jamile mais uma vez estão de parabéns pela maneira peculiar com que leva os ensinamentos de Jesus para aqueles que são o futuro da igreja.
Que Deus Abençoes a todos.
José Edesio
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A DECORAÇÃO
OS COMPONENTES

O CULTO

 

ANTES E DEPOIS DO CULTO

 

 

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ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL: Lição 5 – Dons de Elocução

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL


O maior seminário teológico do mundo







2º Trimestre 2014


Dons de Espirituais e Ministeriais


Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário


Lição 5
4 de maio de 2014
DONS DE ELOCUÇÃO



TEXTO ÁUREO

Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre. Amém!. (1 Pe 4.11).


VERDADE PRÁTICA

Os dons de profecia, de variedades de línguas e de interpretação de das línguas são para edificar, exortar e consolar a Igreja de Cristo.


LEITURA DIÁRIA

Segunda - A Palavra de Deus é a verdadeira

Jo 17
7 Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.

Terça -  Não despreze o dom de Deus

1 Tm 4
14 Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério.

Quarta –  Os objetivos do dom de profecia

1 Co 14
3 Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação. 

Quinta -  Equilíbrio e bom senso quanto aos dons

1 Co 14
32 E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.

Sexta -  Sinais para os fieis e para os infiéis

1 Co 14
22 De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis.
23 Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem línguas estranhas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão, porventura, que estais loucos?
24 Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado.
25 Os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós.

Sábado - Buscar os dons com zelo

1 Co 12
31 Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

7 Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.
10 e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.
11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.
A unidade dos membros do corpo
12 Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. 

1 Coríntios 14

26 Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.
27 E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez, e haja intérprete.
28 Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus.
29 E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.
30 Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro
31 Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados.
32 E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.



Subsidio EBD


DONS DE ELOCUÇÃO
Texto Áureo I Co. Pe. 4.11  – Leitura Bíblica I Co. 12.7-12; 14.26-32

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Os dons de elocução, também denominados de verbais ou inspirativos, caracterizam-se pela expressão vocal, sempre de maneira sobrenatural. Como é peculiar da elocução, dizem respeito à oralidade, que se fundamenta nEle que é o Verbo que se fez carne (Jo. 1.1), que fala e continua falando (Hb. 1.1,2). Na aula de hoje aprenderemos sobre os seguintes dons de elocução, com base em I Co. 12.7-12: dom de profecia, variedade de línguas e interpretação de línguas.

1. O DOM DE PROFECIA
Existem alguns equívocos no meio evangélico a respeito do significado da profecia enquanto dom. Isso porque há confusão entre a profecia no Antigo Testamento, o ministério profético e o dom propriamente dito. O profeta da Antiga Aliança era um arauto de Yahweh, e falava pela inspiração do próprio Deus, por isso declarava: “assim diz o Senhor”. A mensagem profética canônica, conforme registrada nas Escrituras, foi soprada por Deus (II Tm. 3.16,17), os escritores sagrados falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito (I Pe. 1.20,21). Não se pode confundir também o dom com o ministério profético, que se encontra em Ef. 4.11, por trata-se de uma capacitação dada por Deus à liderança, para orientar a partir da revelação de Deus, fundamentada nas Escrituras. O ministério profético tem relação é um ofício, residente naquele que o realiza, em conformidade com a Palavra de Deus. Em relação ao dom de profecia, este é considerado o maior dos três dons de elocução, sendo citado vinte e duas vezes em I Co. 11-14. O dom de profecia não é previsão do futuro, antes tem a função de edificação, exortação e consolação no corpo de Cristo. A edificação diz respeito à “construção” da igreja do Senhor Jesus, a manifestação desse dom acontece para que a igreja possa crescer em maturidade. A exortação é uma palavra de encorajamento, para que permaneçamos firmes no Senhor. A consolação diz respeito ao ânimo dado à igreja para enfrentar os momentos de adversidade e perseguição. Aquele que é usado por Deus no dom da profecia tem controle sobre este (I Co. 14.32), isso quer dizer que a pessoa trabalha em conjunto com o Espírito Santo. Existe também uma normatização em relação ao uso: que falem dois ou três e os demais julguem (I Co. 14.29). Há uma distinção entre o dom de profecia e o de falar em línguas, o primeiro é para os que creem, e o último um sinal para os descrentes, quando há compreensão, conforme aconteceu no dia de Pentecostes (At. 2).

2. DONS DE VARIEDADE DE LÍNGUAS
O dom de falar em línguas teve início no dia de Pentecostes, no dia em que a igreja foi inaugurada em Jerusalém (At. 2.4). Essas línguas não podem ser estudadas, são sobrenaturais, portanto, nada tem a ver com o aprendizado de idiomas. É possível que, como aconteceu no dia de pentecostes, as pessoas falem em línguas que sejam identificadas pelos que as escutam. Mas essas, para serem sobrenaturais, são estranhas para aqueles que as falam, isto é, ainda que seja estrangeira, deve ser estranha para quem fala (I Co. 14.14). Uma característica desse dom, diferentemente do de profecia, é que quem fala línguas não fala a homens, mas a Deus (I Co. 14.2). Os novos crentes devem ser estimulados a buscar o batismo no Espírito Santo, tendo como uma das evidências o falar em línguas. E a também o dom de variedade de línguas, para que sejam edificados, e sintam a alegria dessa experiência pentecostal. É importante ressaltar que esse é o único dom que depende do Batismo no Espírito Santo, e que pode abrir a porta para outros dons na vida do crente. Antes de a pessoa receber o dom de variedade de línguas precisa buscar o batismo no Espírito Santo. Devemos ter cuidado com a censura nas igrejas, nada há de errado em desejar o dom de variedade de línguas (I Co. 14.5). O próprio Jesus antecipou que aqueles que nEle cressem seriam capazes de falar “novas línguas” (Mc. 16.15-17). As restrições de Paulo dizem respeito ao uso inadequado das línguas no culto, sendo essas supervalorizadas, em detrimentos dos outros elementos do culto: salmo, doutrina, revelação, e no caso das línguas, interpretação (I Co. 14.23). Isso porque aqueles que falam em línguas, se não houver quem interprete, edificam apenas a eles mesmos (I Co. 14.4). Ao invés de proibirem o dom de variedade de línguas nas igrejas, devemos incentivar a busca de outros dons, principalmente o de profetizar (I Co. 14.39). A oração em línguas, respeitando os demais elementos do culto, principalmente durante a oração, pode ser usada para glorificar a Deus (At. 10.46). Há inclusive a possibilidade de se cantar em línguas, trazendo gozo para a alma (I Co. 14.15), reconhecidas como cânticos espirituais (Ef. 5.19).

3. DOM DE INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS
Para que haja edificação da igreja, o dom de línguas carece de interpretação, para tanto, o mesmo Espírito, sobrenaturalmente, pode dar aos membros do Corpo, o dom para interpretá-las. Por isso, aqueles que falam línguas são orientados por Paulo a também orarem para que possam interpretá-las (I Co. 14.13). Se alguém possui o dom de línguas, mas está em um lugar que não há quem interprete, deve orar para que seja o próprio interprete. Quando as línguas são interpretadas, a junção dos dons funciona como a profecia, edificando a igreja (I Co. 14.4). Do mesmo modo que o dom de variedade de línguas não pode ser confundido com o domínio de outras línguas, o dom de interpretação de línguas é sobrenatural, não é resultando do conhecimento adquirido de outros idiomas. Se não há quem interprete, o dom de línguas deve ter controle, para não comprometer os outros elementos do culto. Há uma abertura nesse sentido nos cultos de oração, ou mais propriamente nos momentos de oração, em que os crentes oram em línguas. Mas durante a realização do culto, a menos que haja interpretação, as línguas devem ser controladas. Paulo justificou, aos coríntios, que preferiam palavras compreensivas, durante o culto, às incompreensíveis (I Co. 14.18,19). Certamente os cultos em Corinto se transformaram em um “festival de línguas”. A orientação do Apóstolo foi a seguinte: que tudo seja feito para edificação, se alguém fala em uma língua estranha, que sejam dois ou no máximo três, um após o outro, e haja quem interprete (I Co. 14.26,27). Isso deveria acontecer para que o culto não fosse uma confusão, mas um momento de paz, para a glória de Deus (I Co. 14.33). Não havendo interpretação de línguas, o crente deve permanecer em silêncio perante a igreja, falando apenas consigo mesmo, para Deus (I Co. 14.28). Essa é uma prova de que quem está sendo usado pelo Espírito tem controle sobre o dom espiritual.

CONCLUSÃO
Os dons têm sempre como premissa a edificação, nunca a confusão ou elitização de quem é usado pelo Espírito. No caso dos dons de elocução, o dom de variedade de línguas edifica apenas aquele que as fala, enquanto que o dom de profecia edifica a igreja. O dom de línguas pode ser inclusive um sinal para os descrentes, mas se houver quem a interprete, na medida em que esses são convencidos através da manifestação divina na igreja. Esses dons devem ser buscados pela igreja, principalmente o de profecia, e no caso das línguas, é necessário que haja quem interprete. A motivação principal para a busca dos dons, e a sua valorização, depende no nível de edificação dos membros da igreja, em sua totalidade.

BIBLIOGRAFIA
STORMS, S. Dons espirituais: uma introdução bíblica, teológica e pastoral. Rio de Janeiro: AnnoDomini, 2014.
SUMRALL, L. The gifts and ministries of the Holy Spirit. New Kesington: Whiteker House, 1982.

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Congregação Projeto de Deus da AD Macau, realiza mais um culto infantil.

Com o tema “Jesus é nosso herói”, a Congregação Projeto de Deus da AD Macau, realizou neste sábado (26), mais um culto infantil.
Com uma metodologia direcionada para as crianças, as irmãs que compõem o Departamento Infantil daquela congregação, tem ensinado aos pequeninos a preciosa Palavra de Deus, conseguindo manter a atenção dos mesmos voltada para aprender, na sua linguagem, os ensinamentos do mestre.
Parabéns as irmãs que estão construindo o alicerce da igreja e o futuro destas crianças.
Que Deus abençoe a todos.
José Edesio
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